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oportunidade, eu era apenas um arte-finalista que trabalhava numa gráfica e conhecia muito pouco sobre negócios. Mesmo assim, segui em frente e busquei em conhecidos a parceria para realizar este trabalho. Tive apoio de muitos amigos - inclusive do meu amigo Maikel Marques, que foi o jornalista responsável do informativo -, e não deu outra: a revistinha saiu dentro do previsto para minha alegria!
A matéria de capa contava a história de um cidadão arapiraquense com uma história bastante interessante. Chamava-se Eloísio Ribeiro de Magalhães, o seu Eloísio. Em resumo, seu Eloísio participou da segunda guerra mundial – inclusive da célebre Tomada de Monte Castelo, onde os soldados brasileiros expulsaram os alemães do monte castelo, Itália -, fundou um dos mais importantes grupos escoteiros do Estado, estudou a fauna e flora do e plantou em Arapiraca árvores frondosas como o pé-de-arapiraca e o pau-brasil. Enfim, não conheço outro cidadão arapiraquense cuja vida fora tão ativa e merecida de infintas homenagens.
Pois bem, na época em que fiz a matéria, seu Eloísio tinha motivos de sobra para não lembrar de sua vida, pois sofria do mal de alzheimer – doença degenerativa que provoca amnésia progressiva. O que não podia acontecer era o povo arapiraquense, principalmente líderes políticos, esquecer desta maravilhosa história.
Oito meses após a homenagem da Ôxe, Eloísio Ribeiro faleceu. O cortejo fúnebre só não foi mais ‘triste’ que sua própria morte porque o exército fez sua parte, homenageando nosso personagem. Algumas lideranças políticas também aproveitaram o momento para manifestarem seus ‘pesares’ em rádios e na residência de seu Eloísio – vale lembra que era agosto, dois meses antes das eleições.
Sete meses se passaram desde sua morte. De lá pra cá, a prefeitura inaugurou a segunda parte do parque Ceci Cunha. Poderiam muito bem ter nomeado este lado do parque de ‘Eloísio Ribeiro Magalhães’. Lamentável memória!
Quanto à revista, penso em dar continuidade ao projeto, só não sei quando. A Saudade é grande mas o tempo...
* pracinha foi o apelido que os soldados brasileiros receberam ao regressar da Europa.
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